Endocentro

FAQ

1. O que é um Médico Endoscopista?

Trata-se de um médico especializado em endoscopia. Atualmente a endoscopia é dividida em Disgestiva (que estuda o esôfago, estômago, intestino delgado e intestino grosso) e Respiratória (que estuda a laringe, traquéia e brônquios). Nossa Clínica está plenamente capacitada para atender nossos pacientes nas duas áreas de atuação da endoscopia. Há também outros tipos de endoscopia como a urológica, ginecológica. torácica e abdominal. Tais especialidades estão ligadas às suas áreas de atuação de origem, como a ginecologia e cirurgia.

2. O que é um Médico Proctologista?

O Médico Proctologista é o Médico especialista em Proctologia, uma especialidade médica que estuda as doenças do Intestino Grosso, Reto e Ânus. É importante salientar que o Endoscopista não é necessariamente um proctologista, não estando habilitado a tratar algumas afecções colorretais.

3. O que é um Médico Gastroenterologista?

É um médico especialista no diagnóstico e tratamento das afecções do trato digestivo alto, incluindo esôfago, estômago, intestino delgado e algumas patologias do intestino grosso. O endoscopista não é, obrigatoriamente, um gastroenterologista.

4. O que é um Médico Otorrinolaringologista?

Trata-se de médico especialista no diagnóstico e tratamento das doenças do ouvido, nariz e garganta.

5. O que é um Médico Pneumologista?

É um médico especialista em diagnose e terapia de afecções da árvore respiratória, incluindo a traquéia e os pulmões.

6. O que é Câncer do Intestino?

O câncer do intestino grosso, também conhecido como tumor de cólon, reto ou neoplasia colorretal, é uma doença maligna que pode ser evitada, desde que sejam feitos exames preventivos e periódicos. Trata-se de um dos tumores mais freqüentes entre homens e mulheres no mundo ocidental.

É o quinto câncer mais diagnosticado no Brasil, e o segundo na região sudeste. Quando descoberto tardiamente pode ser fatal, pois são freqüentes as metástases loco-regionais, linfáticas e hematogênicas. Quase metade dos pacientes com este tipo de câncer morre em menos de cinco anos, mesmo após o tratamento. É por isso que é tão importante a sua detecção precoce, quando a possibilidade de cura pode chegar a 90%, pois grande parte das lesões são passíveis de tratamento endoscópico exclusivo, sem a necessidade de terapêutica complementar por cirurgia, radioterapia ou quimioterapia.

7. Como é feita a detecção precoce do câncer de intestino grosso?

São vários os exames que podem dar ao seu médico uma pista quanto à doença, entre eles, a pesquisa de sangue oculto nas fezes, os marcadores tumorais, estudos radiológicos, ultrassonografia abdominal e a colonoscopia. A colonoscopia é tão importante que merece um capítulo à parte no diagnóstico e prevenção da doença, pois além de diagnosticar, pode tratar as lesões iniciais, chamadas de pólipos adenomatosos ou vilosos ou mesmo tratar o câncer limitado à superfície mucosa ( também conhecido como câncer in situ ). É relativamente comum encontrarmos lesões pré-malignas ou até câncer avançado de reto e cólons em paciente com os outros exames de prevenção sem alterações significativas.

8. Como evitar o aparecimento do câncer do intestino?

Os hábitos de vida e alimentação têm interferência bastante importante na etiologia do câncer de cólon e reto. Evitar o stress, fumo, álcool de modo excessivo e fazer uma dieta rica em fibras e água pode minimizar sobremaneira o aparecimento de tais lesões.
O fator hereditário é, talvez, o mais importante de todos na origem de tais tumores e a medicina vem tentando desenvolver tecnologias e medicamentos que hajam nesse fator. Caso você tenha antecedente familiar de câncer de reto e cólon ou mesmo câncer de mama, procure seu médico para maiores orientações e eventual colonoscopia para rastreamento de lesões precoces.
O câncer do intestino grosso (cólon e reto) pode ser evitado, desde que a lesão inicial, na maioria das vezes certos tipos de pólipo, sejam removidas antes da malignização. Quando certos tipos de pólipo são retirados do intestino durante a colonoscopia, estamos impedindo que eles se transformem em câncer. Os procedimentos de remoção de pólipos são a polipectomia e a mucosectomia endoscópica.

9. O que são Pólipos?

Pólipos são lesões elevadas benignas, semelhantes a uma verruga que se desenvolvem na mucosa do intestino grosso. Eles podem chegar a grandes dimensões. Podem ser assintomáticos, mas dentre os principais sintomas temos: saída de muco ou sangue nas fezes e alterações nos hábitos intestinais. As causas do aparecimento de tais lesões permanecem pouco esclarecidas, porém, o antecedente familiar é muito importante no surgimento dos pólipos. A idade também está relacionada ao aparecimento de pólipos, principalmente após a quinta década de vida, em pacientes sem antecedentes familiares conhecidos. É devido a isso que, atualmente, a colonoscopia está indicada como exame preventivo do câncer à partir dos 50 anos de idade, independetemente doas antecedentes familiares ou sintomatologia apresentada. O diagnóstico do pólipos colônicos pode ser feito por raio X contrastado ou enema opaco ( geralmente para pólipos maiores de 2,0 cm ), endoscopia colorretal por cápsula endoscópica ( que permite apenas o diagnóstico endoscópico, sem a realização de biópsias ), tomografia computadorizada e ressonância magnética de abdome ( apenas para lesões maiores, como suspeita radiológica ), retossigmoidoscopia ( detecta apenas lesões dos 30 a 40 cm distais do intestino grosso, ou seja, cólon sigmóide e reto ) e a colonoscopia que é, sem dúvida alguma, o principal método de diagnóstico, que pode realizar o diagnóstico de lesões minúsculas, bem como o tratamento de grande parte delas.

10. Quem pode ter pólipos?

Qualquer pessoa pode ter pólipos ao longo da vida, principalmente no senilidade. Os jovens podem ter pólipos também e muitas vezes estes estão associados a doenças genéticas. Alguns hábitos de vida e alimentares podem potencializar o aparecimento de pólipos e câncer colorretal, tais como o fumo, o consumo de dieta rica em gorduras e pobre em fibras, etilismo e de alimentos com corantes artificiais.

11. O que se pode fazer para evitar o câncer do Intestino Grosso?

Além dos exames de rastreamento nas idades adequadas, também são importantes uma alimentação e estilo de vida saudáveis, tais como a ingestão diária de boa quantidade de fibras vegetais ( 25 a 30 gramas diárias, ou seja, duas a três chícaras de chá de frutas e verduras por dia ), reduzir o consumo de gorduras, principalmente as de origem animal, evitar o fumo e moderação no consumo de álcool.

12. Com que idade eu deveria realizar a colonoscopia?

O exame está indicado nas seguintes condições*:

Sem antecedentes familiares de câncer colorretal ou de mama: à partir dos 50 anos de idade.
Com antecedentes familiares de câncer de intestino grosso ou de mama, assintomático: à partir dos 40 anos de idade.
Com antecedentes familiares de câncer colorretal ou de mama, sintomático ( sangue ou muco nas fezes, alteração de hábito intestinal, anemia à esclarecer ): qualquer idade, desde que indicado por médico especialista.

* Tais parâmetros são apenas referências e podem variar de acordo com o seu médico, que é o seu profissional de confiança.

13. Quais as causas de sangramento anal?

São inúmeras, tais como fissuras anais, ruptura de pequenos vasos anais devido a esforço durante a evacuação em obstipados crônicas, traumatismos variados, retites, colites, alterações vasculares do cólon e reto, pós radioterapia, câncer de reto e cólon, hemorróidas, entre outros. As hemorróidas merecem atenção especial, pois são as causas mais comuns de sangramento anal, porém é importante salientar, como foi descrito, que nem todo sangramento pelo ânus é causado por hemorróidas. Hemorróidas não causam câncer, porém podem confundir e postergar o diagnóstico de lesões graves.

14. Quais são os sintomas do câncer do intestino?

Os tumores de intestino, em geral, crescem de forma silenciosa. Os sintomas só aparecem quando estão mais desenvolvidos. Consulte o médico sempre que notar os seguintes sintomas: sangramento anal, sangue nas fezes, alteração do hábito intestinal ( diarréia e obstipação alternados ), necessidade frequente de ir ao banheiro, com sensação de evacuação incompleta (puxos), dor ou desconforto abdominal ou anal, anemia de causa indeterminada, perda de peso sem causa aparente, muco nas fezes, redução no calibre das fezes, etc.

15. O que é colonoscopia?

Trata-se de uma endoscopia na qual um equipamento flexível é introduzido pelo ânus com o paciente deitado em decúbito lateral esquerdo após realização de preparo intestinal e dieta prévia. O exame é feito sob sedação profunda, com a participação do médico-anestesista. O endoscópio progride pelos diversos segmentos do reto e cólons sob visão direta e geralmente chega até o íleo terminal, que é a última porção do intestino delgado. A colonoscopia permite visulizar e fotografar todos os segmentos examinados, bem como fazer coleta de material ( biópsia ) ou o tratamento de diversas lesões tais como a retirada de pólipos, cauterização de vasos, dilatações de estreitamentos, retirada de corpos estranhos, etc.

16. Possuo colostomia. É possível eu realizar a colonoscopia?

Sim, porém o tipo de acesso vai depender do tipo de cirurgia que foi realizada. É por isso que é muito importante o médico-solicitante descrever o tipo de cirurgia realizada para que o endoscopista possa prescrever um preparo adequado ao quadro do paciente. Muitas vezes o endoscópio é introduzido pela colostomia, outras vezes pela colostomia e pelo ânus e em outras situações apenas pelo canal anal. A correta limpeza dos segmentos colônicos vai depender do tipo de cirurgia realizada.

17. O que é rastreamento?

É o conjunto de medidas diagnósticas tomadas pelo seu médico para a identificação precoce de pólipos ou de câncer precoce em indivíduos assintomáticos.

18. Quais os fatores de risco para o câncer do intestino?

Idade maior que 50 anos, história pessoal ou familiar de pólipos intestinais, câncer de cólon ou ginecológico ( mama, ovário e útero ), retocolite ulcerativa inespecífica, Doença de Crohn, tabagismo crônico, etilismo crônico, algumas síndromes genéticas, etc.

19. Como funciona o preparo para a Colonoscopia?

O paciente deverá ser submetido a uma dieta sem resíduos e eventual uso de comprimidos laxativos na véspera do exame. Na manhã da colonoscopia o paciente deverá beber cerca de um litro de uma solução de Manitol a 10%. Tal solução é um laxante osmótico que vai fazer com que o paciente tenha um quadro de diarréia intensa que fará com que as fezes fiquem aquosas, semelhantes a urina, após um período de tempo aproximado de três a quatro horas.

20. Por que, ao realizar uma colonoscopia, fui orientado a repetir o exame devido a preparo intestinal inadequado?

Há muitas razões para um preparo de cólon inadequado. Se o médico endoscopista não concluiu seu exame, devido a más condições de limpeza intestinal ele agiu corretamente, pois o estudo da mucosa colônica em tais circunstâncias pode levar a entupimentos dos canais do endoscópio, falhas no diagnóstico de lesões ocultas por resíduos fecais e até mesmo riscos de perfuração intestinal por penetrar em algum segmento às cegas.

Normalmente o preparo de cólon habitual permite a realização segura de mais de 80 % das colonoscopias, porém, alguns fatores podem prejudicar ou interferir na limpeza adequada do cólon, tais como:

Moléstia diverticular avançada: resíduos fecais permanecem dentro dos divertículos e são liberados para a luz do intestino grosso após a sedação, quando ocorre um relaxamento da musculatura do paciente ou o número de divertículos não permite boa limpeza colônica.
Alterações ou distúrbios de motilidade do cólon: tal como ocorre no megacólon, colopatia diabética, algumas doenças auto-imunes, idade avançada, uso abusivo de laxantes, etc.
Dificuldade do paciente em compreender a forma correta de fazer o preparo.
Abuso alimentar nas vésperas do exame, principalmente consumo exagerado de alimentos com fibras vegetais, carnes e alimentos com sementes.
Lesões que provocam estreitamentos no reto ou cólon: câncer colorretal, endometriose, estenoses diverticulares, estenoses actínicas ( causadas por radioterapia ), aderências ou bridas decorrentes de cirurgias prévias ou doença inflamatória pélvica, etc.

É importante salientar que o exame realizado será cobrado junto ao paciente ou convênio médico, pois, apesar das más condições técnicas, todos os procedimentos médicos foram realizados, com consequente geração de custos à Clínica. Caso o paciente possua convênio médico e este não permita a repetição da colonoscopia, o mesmo deve procurar algum serviço de proteção ao consumidor para rápida solução do caso. O paciente deve ter em mente que, se o exame foi inconclusivo, ele pode ser portador de alguma patologia que necessitará de tratamento especializado.